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Memória Organizacional (Regras Internas)

A empresa não trabalha só com o que está escrito em cada contrato — ela tem políticas e preferências próprias. A Memória Organizacional deixa você registrar essas regras internas, aprová-las com governança, e fazer com que elas influenciem as análises futuras — sem nada invisível ou automático demais.

O que é uma regra

Uma regra é uma condição estruturada que dispara um efeito:

Se [campo] [operador] [valor] então [efeito].

Exemplos (todos suportados):

  • Reajuste acima de 8%exigir aprovação financeira.
  • Renovação automática acima de 12 meses → risco médio.
  • Contrato sem cláusula LGPD → risco alto.
  • Contrato acima de R$ 100 milexigir revisão jurídica.
  • Fornecedor crítico sem SLA → risco alto.
  • Multa acima de 20% → marcar como crítica.

Os campos disponíveis incluem valor do contrato, % de reajuste, % de multa, meses de renovação automática, tipo de renovação, presença de LGPD / rescisão / SLA, contraparte e moeda. Os efeitos são sinalizar risco (com uma severidade) ou exigir aprovação (de uma área).

A avaliação é determinística — sem "achismo": dado o que a Lexle extraiu do documento, a regra dispara ou não, sempre do mesmo jeito.

Tipos de regra

Jurídica, Financeira, Comercial, Operacional, Compliance, Aprovação, Risco, Renovação, SLA e Custom — para organizar sua biblioteca de políticas.

Governança: nada ativo sem aprovação humana

Toda regra passa por um ciclo de vida:

rascunho → enviada para aprovação → aprovada → (desativada)
↘ rejeitada
  • Só uma regra aprovada e ativa influencia as análises.
  • Uma regra em rascunho pode ser editada; uma regra aprovada não é alterada silenciosamente — para mudar, cria-se uma nova versão.
  • Desativar uma regra a tira de circulação imediatamente: ela para de influenciar novas análises e os riscos que ela havia gerado são reavaliados.
  • Gerência é restrita a administradores. Demais perfis podem ver as regras. Tudo (criar, aprovar, rejeitar, desativar) é auditado.

Como as regras influenciam as análises

Quando aprovadas, as regras entram no pipeline de risco: um documento que casa com a condição recebe um risco marcado com origem "regra" e o vínculo à regra que o gerou. E os agentes passam a considerar as regras aprovadas, citando quando uma política interna influenciou a resposta.

Cada vez que uma regra é usada numa análise, esse uso é registrado — você vê "esta regra já influenciou N análises".

Escopo por grupo

Uma regra pode valer para todo o tenant ou ser restrita a um grupo de documentos/área — útil quando uma política se aplica só a uma unidade.

Que problema resolve

Sem isso, o conhecimento de "como a empresa trabalha" fica na cabeça das pessoas. A memória organizacional torna essas políticas explícitas, versionadas, auditáveis e operantes — as análises passam a refletir não só o contrato, mas as regras da casa.

Como usar

  1. Abra Regras Internas (Memória Organizacional).
  2. (Admin) Crie uma regra: título, tipo, a condição (campo → operador → valor) e o efeito (sinalizar risco / exigir aprovação).
  3. Envie para aprovação e aprove (a aprovação é o portão humano).
  4. A partir daí a regra influencia as análises; acompanhe o histórico e os usos na própria tela.
observação

Alguns campos (ex.: % de reajuste, % de multa, meses de renovação) dependem de extração estruturada que ainda evolui. Regras sobre campos ainda não extraídos simplesmente não disparam (comportamento seguro) até o dado existir.